Dra. Teresa Wiltshire alerta população sobre cuidados com uso de fogos de artifício para evitar queimaduras neste período junino

Data de publicação: 17/06/2024

Dra. Teresa Wiltshire alerta população sobre cuidados com uso de fogos de artifício para evitar queimaduras neste período junino

 

No último episódio do podcast "A Voz do Médico", promovido pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a cirurgiã plástica Dra. Teresa Cristina Wiltshire Menezes Lisboa discutiu a temática das queimaduras, com foco especial no aumento de casos durante o período junino. O programa foi apresentado pelo Dr. Helton Monteiro, presidente do Sindimed, e pelo Dr. Alfredo Vieira, diretor do sindicato.

Dra. Teresa começou destacando que as queimaduras ocorrem o ano inteiro, mas o número de casos aumenta significativamente durante as festividades juninas devido ao uso de fogos de artifício, além de fogueiras.

"Queimaduras acontecem todos os dias, principalmente por acidentes domésticos, representando 70% dos casos em crianças. É a panela do café que vira sobre a criança, é mingau quente, vela acesa, água do café. A população mais carente acaba deixando com algumas facilidades, às vezes não tem o fogão, é um tijolo improvisado, mas também tem pais irresponsáveis. Mas quando chega no fim de maio e todo o mês de junho, os casos aumentam consideravelmente, principalmente entre adultos e adolescentes, por conta dos fogos", disse a médica.

Durante sua participação, Dra. Teresa expressou uma opinião contrária ao uso de fogos de artifício. "Sou contra fogos, pessoalmente. Acho aquilo sem sentido, é literalmente queimar dinheiro, assustam crianças, animais, idosos, mas faz parte da nossa tradição. Acho que as mães e pais devem ter mais responsabilidade. Tem determinados fogos que não devem ser soltos por crianças", afirmou.

A especialista compartilhou um caso impactante de um menino de quatro anos que perdeu o polegar devido a um acidente com fogos. “Recebi um menininho de quatro anos que perdeu o polegar, a mão dele está inútil, porque sem o polegar não faz nada com a mão. Tem muito de irresponsabilidade, a culpa é o do adulto que compra, a criança não tem discernimento”.

Graus

Dra. Teresa explicou detalhadamente que existem três graus de queimaduras:

Primeiro Grau: "A queimadura de primeiro grau é aquela que a gente vai para a praia e fica vermelho, ou alguma coisa caiu na pele, queimou e foi rápido, só ficou vermelho. Essa dói porque as terminações nervosas da pele estão literalmente a flor da pele."

Segundo Grau: "A de segundo grau é aquela que faz a bolha, e as pessoas precisam entender que essa bolha não pode ser furada com agulha. Fez bolha, procura o serviço de urgência, se for no Huse tem cirurgião plástico todos os dias."

Terceiro Grau: "A queimadura de terceiro grau atinge todas as camadas da pele, chega ao tecido celular subcutâneo, que é a gordura. Nessa queimadura não se sente dor porque as terminações nervosas foram queimadas."

A médica enfatizou que, em caso de queimaduras, é extremamente importante procurar atendimento médico imediatamente e evitar remédios caseiros. "Não coloquem pasta de dente, pasta d’água, borra de café, nem estrume de boi. Lave com água corrente, enrole com uma toalhinha limpa e molhada e vá para a urgência", orientou Dra. Teresa.

O presidente do Sindimed, Dr. Helton Monteiro, e o diretor Dr. Alfredo Vieira agradeceram a participação da Dra. Teresa e destacaram a importância da conscientização sobre os cuidados com queimaduras, especialmente no período junino, para prevenir acidentes e garantir o tratamento adequado.