Dia histórico: Entidades médicas de Sergipe recebem ministro da Saúde na sede do Sindimed

Data de publicação: 04/11/2022

 

Essa quinta-feira, dia 3 de novembro, ficará guardada nas prateleiras da memória como um dia histórico para o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed-SE). E o termo ‘histórico’ não foi usado à toa.

Isso porque, pela primeira vez, as entidades médicas, a exemplo do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), Sociedade Médica de Sergipe (Somese) e Conselho Regional de Medicina (CRM) se reuniram, na sede do Sindimed, com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o Secretário Nacional de Atenção Básica, Raphael Câmara, que desembarcaram na capital sergipana para cumprir diversas agendas.  

Por volta das 17h, o ministro adentrou o auditório quase lotado do Sindimed. Mostrando-se solícito, ele aproveitou a ocasião para fazer um breve resumo das principais ações da pasta a qual comanda há um ano e oito meses, além de elencar os desafios que a saúde pública deve enfrentar nos próximos anos.

O ministro, contudo, também soube ouvir as reivindicações da classe médica. Neste sentido, o presidente do Sindimed, Helton Monteiro — que ciceroneou a reunião ao lado do vice-presidente do Sindimed, Dr. Argemiro Macedo  —, fez questão de informá-lo sobre os problemas enfrentados pela categoria em Sergipe, principalmente no tocante à autonomia médica, que vem sendo cerceada pela Prefeitura de Aracaju.

Helton aproveitou o ensejo para fazer algumas cobranças ao ministro, no que diz respeito à carreira e piso salarial, além de pautas de interesse da sociedade alusivas ao SUS (Sistema Único de Saúde). 

“É importante, no momento de tantas dúvidas em que estamos vivendo, que nós, médicos e entidades representadas, consigamos estabelecer um diálogo sobre o que permeia o futuro de nossa categoria. É duro a gente ter que discutir, em pleno século 21, o reconhecimento de nossa categoria. Nós temos médicos trabalhando no governo de Sergipe com a mesma carga horária, na mesma função, no mesmo local e com seis tipos de vínculo. E o médico mais antigo é o que recebe o menor salário”, sublinhou o presidente do Sindimed-SE, em tom de desabafo.

Monteiro relatou ao ministro a imposição da Prefeitura de Aracaju sobre as marcações excessivas de consultas nas unidades de saúde, situação que vem tolhendo a autonomia do profissional médico em diversas unidades de saúde da capital.

“Durante anos, as pautas nacionais de nossa categoria falavam de carreira, piso salarial e autonomia. Parece absurdo, mas nós, hoje, temos que tocar nesse assunto novamente, principalmente para defender a autonomia do médico. Estamos preocupados. Precisamos ter diálogo e as entidades médicas unidas para estabelecermos algo importante: o zelo pela nossa profissão, o zelo pelo bom atendimento aos pacientes. São alguns desafios que temos de enfrentar aqui”, reforçou o presidente.

Arguto, o ministro reiterou que é preciso a cooperação de todos os setores da sociedade para fazer uma saúde pública de qualidade.

“É fundamental discutir com a classe médica da cidade de Aracaju para que possamos trocar experiências e construir um futuro melhor para o Sistema Único de Saúde. A Saúde é um direito de todos e dever do Estado. Essas políticas públicas só existem se tivermos médicos qualificados e que possam exercer a medicina, que é arte, ciência e missão, de maneira a beneficiar a população do nosso Brasil”, concluiu o ministro.

Repercussão positiva

O evento foi bastante prestigiado pela classe médica. Entre os presentes, o renomado médico cirurgião cardiovascular, José Teles de Mendonça. “O ministro mostrou que tem muito compromisso e coragem. A palavra final dele, aqui, foi sobre união da nossa classe. Nós, médicos, precisamos estar unidos e procurar conhecer mais o Sistema de Saúde”, comentou o decano.

O representante da Sociedade Médica de Sergipe, Henrique Batista, também marcou presença. “Hoje foi uma oportunidade histórica. Nos reunimos com o ministro da Saúde, o qual mostrou o trabalho que vem sendo feito pelo Ministério da Saúde em prol da população brasileira. Em um relato bastante aprofundado, o ministro nos esclareceu as dificuldades que é administrar o país, e que é preciso ser eficiente e ordeiro com todas as coisas que ocorrem em nossa administração”, observou.

O conselheiro do Cremese, Alexandre Pereira, enalteceu a visita do ministro. “Foi de extrema importância, porque ele falou sobre diversos assuntos, principalmente em relação ao período de pandemia no Brasil e os desafios que o ministério enfrentou. É um momento histórico hoje, porque é a primeira vez que o ministro vem ao Sindicato”, elogiou.

Queiroga e a comitiva ministerial estiveram na capital sergipana para cumprir diversas agendas, entre elas uma visita técnica ao Hospital Cirurgia e participação no 8º Congresso Norte-Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde.

O ministro também foi agraciado com o título de cidadão aracajuano.

Presenças

Também prestigiaram o evento, os membros que compõem a diretoria do Sindimed, como Dr. Brunno Silva Goes; Dr. João Augusto Alves de Oliveira; Dr. Alfredo José Andrade Vieira; Dra. Lina Oliveira de Carvalho e Dra. Andreza de Almeida Acioli; e Dra. Teresa Wiltshire que se debruçaram, de última hora, para mobilizar e ajudar a organizar a solenidade.

Compareceram, também, os representantes da Somese, Dr. José Aderval Aragão e Dr. Henrique Batista; a vice-presidente do CRM, Dra. Rika Kakuda; a presidente da Sociedade de Cardiologia de Sergipe, Dra. Ursula Burgos; Dr. Francisco Rolemberg; Dr. José Hamilton; Dr. Willams Soares; Dr. Almir Santana; Dr. Anselmo Mariano; Dr. Lauro Fontes, dentre outros.