Sindimed cobra celeridade do Governo Estadual para resolver o corte das gratificações dos servidores em plena pandemia

Sindimed cobra celeridade do Governo Estadual para resolver o corte das gratificações dos servidores em plena pandemia
 
Caso o problema não seja resolvido, a categoria não descarta a possibilidade de paralisação
 
O Corte das gratificações por parte do Governo do Estadual aos médicos e profissionais de saúde, gerou indignação e insatisfação aos profissionais que tiveram uma redução em seus salários, em plena pandemia. O assunto trazido pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed) tem sido debatido nas últimas 24 horas na Imprensa de forma veemente e nesta quinta-feira, 8, o presidente João Augusto fez alguns esclarecimentos no programa da Rádio Jornal.
De acordo com o João Augusto, os médicos e todos os profissionais da saúde foram pegos de surpresa – de forma negativa – com o corte de duas gratificações que juntas perfazem em torno de 30% da remuneração destes trabalhadores.
Segundo João Augusto, o governo deixou chegar no limite do corte, no limite da ordenação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para não mais pagar as gratificações que todos, inclusive o próprio Estado sabia que era irregular. “Não é novidade essa questão da irregularidade, o Sindimed já vinha há muito tempo lutando para que fosse regularizada através de um Projeto de Lei (PL), desde quando o secretário de saúde era Valberto. Inclusive quando o governador Belivaldo Chagas esteve no Sindimed há muitos anos para participar de um almoço, essas gratificações estavam sendo questionadas, porque apenas um grupo de profissionais recebiam e não todos recebiam já que era um direito?”, disse João Augusto.
O conhecimento da irregularidade das gratificações vieram no debruçar das negociações, conta João Augusto, “percebemos da irregularidade dessas gratificações e partimos para ser corrigida e feito a PL”. Segundo ele, “na gestão do ex-secretário de saúde valberto tinha sido ordenado a suspensão e o Governo Estadual anunciava que iria ser sinalizado o Projeto de Lei para fazer as correções; o que nos pegou de surpresa, foi que vislumbramos agora, que o Governo do Estado não estava fazendo essa PL e estava tentando levar com a barriga uma situação irregular que chegou em seu definitivo da negativa de pagamento. Os médicos e profissionais da saúde ficaram no prejuízo mesmo diante de todo empenho para com a sociedade na pandemia; receberam a redução de seus salários, como presente do Governador que não mostrou empenho nenhum em resolver este problema e não prejudicar o servidor.
Cobrança
João Augusto lembra que a reação da categoria não está sendo boa, porque ninguém quer ter o seu direito aviltado por uma inabilidade; na visão do Sindimed, uma falta de prioridade de resolver esse problema. “Deixar chegar ao corte é algo muito grave, por parte da gestão; isso não é sabido de agora, e sim de anos; e nos foi dito que o PL estava em vias de finalização, o que não está.
Deputados já deram declaração ontem, cobrando que o Projeto de Lei chegue à Assembleia. “Nós esperamos que o governo comece a ter agilidade. Nesse período de pandemia a única cobrança nas entrevistas dos médicos e servidores da saúde foi por melhores condições de assistência aos pacientes do Covid-19, em nenhum momento discutiu ou se cobrou salário porque o nosso foco era somente a assistência diante de algo desconhecido que estava surgindo no mundo e todos os trabalhadores da saúde dedicaram e ainda dedicam suas vidas colocando-as em risco. Há duas semanas, tivemos reunião com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), onde informaram que iam tentar aprovar a Lei para evitar o corte; mas essa não foi a conduta e o corte chegou. Ninguém aguenta uma falta de respeito, com o deficit em seu orçamento, porque tem contas a pagar e o Governo sem dar nenhuma celeridade”, disse João Augusto, salientando que daqui a pouco fecha a folha de outubro e ai fica o mês de novembro - onde os salários já são pagos atrasados - sem o pagamento da remuneração.
Paralisação
O Presidente do Sindimed colocou que a categoria não descarta de paralisar caso o problema não seja resolvido. “É um movimento muito tênue neste momento de pandemia, uma rede hospitalar completa correr o risco de colapsar porque os trabalhadores vão cruzar os braços. Uma falta de respeito, falta de reconhecimento, falta de prioridade por parte do Governo que deixou chegar a este ponto. O primeiro mês de corte praticamente está em curso e com muita indignação e revolta estamos cobrando uma solução efetiva, mas se chegar final de outubro sem uma resolução, novembro não será benéfico para a sociedade por culpa do governador Belivaldo Chagas”, pontuou.

© Copyright 2015 - Rua Celso Oliva, 481 - Bairro 13 de Julho - Aracaju - Sergipe - Fone: (79) 3211-7575 / (79) 99971-6742