Cadê o reajuste salarial que é garantido pela Constituição Federal?

Cadê o reajuste salarial que é garantido pela Constituição Federal?

O anuncio feito pela prefeitura Municipal de Aracaju, através do chefe do executivo de que mais uma vez não será possível dar em 2019 o reajuste salarial aos servidores, foi o tema da edição da ‘Voz do Médico’ dessa terça-feira, 9, que teve como entrevistada a diretora do Sindimed Glória Tereza.

De acordo com a médica e representante do Sindicato dos Médicos, o prefeito usou uma de suas redes sociais para avisar que não haveria reajuste, salvo se houver aumento de arrecadação. “Essa é a cantiga que escutamos nos últimos anos; não só os médicos, mas os milhares de servidores do Estado e do Município que estão há vários anos sem reajuste e nem a reposição inflacionária que é uma garantia constitucional”, coloca a diretora.

Glória Tereza relata o que se tem visto anualmente é uma defasagem salarial ou achatamento salarial. “Nosso poder de compra de todos os servidores caiu muito e como é que nós vamos consumir e quais são as ações que o prefeito tem tomado para aumentar a arrecadação?” salienta Glória Tereza, enfatizando o que se tem visto são mais impostos, extrapolando mais a capacidade das pessoas que empreendem; os comerciantes, os próprios médicos que tem serviços, que tem consultórios e clínicas.

“Nessa cantiga não teremos reajuste nunca. Nós não vemos por parte nem do Estado e nem do Município ações que realmente gerem lucros, exceto aumento de impostos”.

A diretora lembra que no ano passado em função do não reajuste, os médicos numa atitude bastante corajosa, foi a única categoria da saúde que fizeram greve. “Quero parabenizar a todos os médicos por serem corajosos, guerreiros e que foram para o enfrentamento desse estabelecimento (Prefeitura de Aracaju) que tem sido perverso com a categoria médica e com todos os servidores”, coloca.

“A greve foi decretada legal pela justiça, mas mesmo com a decretação da legalidade os médicos foram penalizados. Tiveram salários cortados e até hoje não tiveram completamente a reposição desses dias cortados. O que nos resta daqui pra frente, que arma nós teremos para obrigar os gestores a nos pagar de forma correta?”, indaga.

Estratégia
Para a médica, não só a categoria mas todos os servidores se encontram diante de um problema grave, porque se fizer greve (direito que está prescrito na Constituição Federal), tem os seus dias cortados, mas quais são os recursos que os servidores tem para garantir um direito constitucional que neste caso, a reposição salarial?

“E ai, eu faço a pergunta ao judiciário, uma vez que tivemos a greve decretada legal, mas não tivemos o direito reconhecido, porque tivemos dias cortados, os valores não foram repostos e quais são as outras formas que nós temos. Cadê a justiça para acionar esses gestores para que possam pelo menos fazer a reposição inflacionária dos nossos salários?”,indaga Glória Tereza.

. O Sindimed está aguardando o julgamento dos recursos feitos desde a decretação da greve legal em 2018 pelo Tribunal de Justiça.

 

 

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