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PREFEITURA DE ARACAJU REDUZ QUANTITATIVO DE MÉDICOS NAS UPAS

Medida ocasiona transtornos nas Unidades de Pronto Atendimento, em especial no Nestor Piva

O mês de outubro inicia com mais um retrocesso no que tange a atenção à saúde no município de Aracaju. Assistimos mais uma vez ao descaso provocado pela administração municipal comprovado pela recente redução do quadro de profissionais médicos na unidade Nestor Piva. Num momento em que há um evidente aumento da demanda das unidades públicas de saúde não somente ocasionado pelo crescimento populacional mas também pela saída de pessoas do sistema de saúde privado, motivados principalmente pelos elevados índices de desemprego no estado. A prefeitura, por meio da secretaria de saúde, reduz o quantitativo de profissionais médicos na urgência.

Devemos recordar que há quase dois anos a Unidade de Emergência Nestor Piva possuía 12 profissionais clínicos no período de 24h assim distribuídos da seguinte forma: 7 plantonistas durante o dia e 5 à noite. Atualmente são 9, 5 profissionais pelo dia e 4 à noite, e alguns no período noturno ficam apenas 6h, ou seja, reduziu-se pelo menos 25% o número de profissionais num cenário de aumento de procura.

Não surpreende a falta de planejamento na área de urgência e emergência, tal área é considerada um fardo pelas sucessivas gestões e não como a oportunidade de inserção no sistema de saúde daquele usuário que já não tem atenção no seu bairro, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) que estão sucateadas estruturalmente, sem medicamento, sem suprimentos e, principalmente, não raras vezes, sem profissionais de saúde.

A mesma gestão municipal que busca o “retorno da qualidade de vida” à população aracajuana não consegue priorizar a execução de medidas, ficando notório na redução do número de profissionais, que melhorem a situação dramática pela qual vive o cidadão em busca de cuidado. Deve ser lembrado que o órgão diretivo da saúde do município começou o ano deixando profissionais de saúde sem salário para, em seguida, parcelar em 12 vezes, numa medida condenada pela população e considerada ilegal pelo órgão da justiça.

Nestor Piva

No Nestor Piva que realiza em média cerca de 450 atendimentos clínicos, por dia útil, não sendo contabilizados os períodos de surtos, que repetidamente afligem também a mesma sofrida população sem atenção básica, afinal a precariedade não é exclusividade da rede de urgência. Tal quantidade de atendimentos deixa evidente a necessidade da gestão da saúde municipal, realizada por pessoas também, rever o plano que tem para as outras pessoas que buscam ser atendidas nas suas unidades de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde tem o desafio de considerar esses indivíduos apenas números que entrarão nas frias estatísticas de morbidade e mortalidade ou considerar como humanos dotados de sentimentos, necessidades, cuidados e, principalmente, acolhimento.

O Sindicato dos Médicos de Sergipe – (SINDIMED) vem dessa forma, por meio dessa nota, repudiar a conduta temerária que a Prefeitura Municipal de Aracaju vem executando com o argumento de redução de gastos, retirando da assistência profissionais médicos que fariam atendimento, nesse caso, especificamente na rede de urgência, da população de Aracaju que busca por cuidado e atenção à saúde. O SINDIMED enfatiza que tal medida ocasionará inevitavelmente mais demora nos atendimentos, aumento nas filas e também a elevação da busca por unidades de maior complexidade, como o superlotado HUSE, por exemplo. Certo que isso está longe de ser qualidade de vida o SINDIMED anseia por dias melhores não somente para a saúde, mas também para todas as áreas que façam o merecedor povo dessa cidade sorrir verdadeiramente.

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